O número de pessoas em situação de rua em Joinville continua a crescer
Especialmente na região central da cidade, gerando grande preocupação entre moradores, comerciantes e autoridades. A questão se agravou nos últimos anos e foi alvo de debates intensos na Câmara de Vereadores e entre entidades sociais.
Diagnóstico revela aumento na população de rua
Em março deste ano, a Prefeitura apresentou o “Diagnóstico da População em Situação de Rua”, elaborado pela empresa Qualitest, que atua em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. O estudo aponta um crescimento preocupante da população em situação de rua em Joinville, revelando um perfil diversificado:
- 85% são homens.
- 59% indicaram conflitos familiares como principal motivo para estarem nas ruas.
- 20% mencionaram a dependência de álcool como fator determinante.
Durante o verão de 2023, foram contabilizadas 436 pessoas em situação de rua, sendo 78% vivendo nas ruas e o restante acolhido por serviços institucionais. No inverno de 2024, o número se manteve elevado, com 428 pessoas, destacando a necessidade urgente de medidas eficazes para enfrentar o problema.
Debate acalorado entre vereador e secretária de Assistência Social
O vereador Wilian Tonezi (PL), autor do Projeto de Lei nº 04/2024, que propõe a criação de um programa de internação involuntária para dependentes químicos em Joinville, tem sido um crítico veemente das políticas assistencialistas adotadas pela Prefeitura. Em um debate acalorado com a secretária de Assistência Social, Fabiana Cardozo, Tonezi afirmou:
“Esse aumento é culpa sua. Com essa política assistencialista, vocês transformaram Joinville em uma Cracoville.”
A crítica é respaldada por reclamações da população, que aponta a presença constante de pessoas em situação de rua como um problema de segurança pública e social. Representantes de setores comerciais expressaram preocupação com o impacto negativo no comércio local.
Incidentes recentes aumentam a pressão por soluções
Um incidente ocorrido em junho deste ano trouxe ainda mais atenção para o problema: um morador de rua foi flagrado ameaçando um homem no centro de Joinville em plena luz do dia. O vídeo viralizou nas redes sociais, reacendendo o debate sobre segurança na cidade.
O Sindicato do Comércio Varejista de Joinville, representado por Romeu Zamboni, destacou:
“Concordamos com ações que tratam bem essas pessoas, mas é preciso medidas que efetivamente reduzam o número de moradores de rua.”
Propostas em discussão na Câmara
O Projeto de Lei nº 04/2024, de autoria de Tonezi, tem gerado polêmica. A proposta visa criar um programa de internação involuntária para dependentes químicos, inspirado em iniciativas de Chapecó e Florianópolis. Após pressão pública, a Prefeitura enviou à Câmara um projeto semelhante, indicando uma mudança de postura.
Para Tonezi, isso confirma a necessidade de medidas mais eficientes:
“Finalmente perceberam que o assistencialismo puro não resolve. Agora é hora de agir com firmeza para proteger tanto os moradores de rua quanto os cidadãos de Joinville.”
O que esperar para 2025
Se nenhuma medida eficaz for implementada, 2025 pode registrar um aumento ainda maior no número de pessoas em situação de rua e nos casos de violência associados. A expectativa da comunidade é que os projetos em debate possam ser aprovados rapidamente, trazendo soluções concretas.
A cidade aguarda, ansiosa, por ações imediatas e respostas à pergunta:
“O que a Prefeitura de Joinville vai fazer para resolver o problema dos moradores de rua antes que ele se agrave ainda mais?”




