O governo Lula vive repetindo em discursos que defende a “soberania nacional”. Mas, na prática, suas atitudes desmentem esse discurso. A prova mais recente veio com o anúncio da importação de bananas do Equador.
Santa Catarina no alvo
Essa decisão atinge em cheio Santa Catarina, quarto maior produtor de banana do Brasil, com cerca de 703 mil toneladas colhidas na safra 2022/2023 em 27,7 mil hectares. Aqui, a produção está concentrada em pequenas e médias propriedades, sustentando famílias e comunidades em cidades como Corupá, Luiz Alves, Jacinto Machado, Jaraguá do Sul, Massaranduba, Schroeder, São João do Itaperiú, Garuva e Joinville.
Isso não é obra do acaso. É trabalho de décadas, que gerou valor agregado, conquistou mercado e transformou a banana catarinense em referência nacional, com selo de qualidade e tradição. O governo federal não pode destruir o preço aqui para criar mercado lá fora.
Autossuficiência e famílias na linha de frente
Para quê importar banana se o Brasil já produz quase 7 milhões de toneladas por ano? Não nos falta banana; falta vontade política de proteger quem produz.
Em Santa Catarina, a bananicultura tem DNA da agricultura familiar: cerca de 4.000 famílias vivem diretamente da banana. São municípios inteiros, escolas, igrejas e comércios que dependem dessa cadeia produtiva. A vida dessas famílias não pode ser tratada como moeda de troca em acordos mal explicados.
Soberania de verdade
Defender a soberania nacional não é posar de herói brigando com os Estados Unidos em discursos internacionais. Soberania é proteger quem planta aqui, paga imposto aqui e põe comida na mesa da nossa gente. Abrir mercado sem blindagem fitossanitária e sem salvaguardas econômicas é trair o produtor brasileiro e jogar milhares de famílias na corda bamba.
Nosso povo pede responsabilidade com a verdade do campo, e não bravatas de palanque.
O estranho de sempre
Como todo acordo que Lula e o PT assinam, esse também tem algo de estranho. O atual presidente do Equador, Daniel Noboa, é filho de Álvaro Noboa, bilionário que construiu sua fortuna justamente no comércio de bananas. Enquanto isso, no Brasil, nenhum produtor de banana virou bilionário. Pelo contrário: são agricultores familiares, que suam a camisa para sustentar suas casas e abastecer o mercado interno.
Ou seja: o governo que diz “defender o pobre” está disposto a afetar milhares de famílias brasileiras apenas para beneficiar um bilionário estrangeiro.
A velha verdade sobre a esquerda
Não é novidade: a esquerda odeia o agricultor, seja ele pequeno ou grande. Lula nunca defendeu o verdadeiro produtor rural. Ao contrário, defende e financia o MST, um grupo que não produz nada, mas invade propriedades Brasil afora, ameaçando quem trabalha de verdade. Um movimento que deveria ser tratado como o que é: um grupo de terrorista que aterroriza o campo.
Conclusão
A decisão de importar banana do Equador escancara a farsa da “soberania lulista”. Enquanto o presidente ajuda um bilionário estrangeiro, deixa para trás milhares de famílias brasileiras que vivem da agricultura familiar.
Soberania não é slogan. Soberania é proteger o produtor nacional. E é isso que Lula e o PT se recusam a fazer.




